
Peça eleita: a saia, minha, minha!
Com0 poupar dinheiro em tempos de crise? É muito fácil. Basta trabalhar (quem tem emprego, claro) até muito tarde de modo a cansar e desgastar o cérebro para que quando formos pagar uma peça de roupa e nos digam para digitar o código multibanco, este seja a última coisa que nos consigamos lembrar. Assim, se não tivermos trocos suficientes na carteira, como foi o meu caso, somos obrigados a explicar à menina da H&M que, pois que pedimos muitas desculpas mas de facto esquecemo-nos do código. E que não adianta esforçar. Não adianta pensar nele, pois só nos vêm outros códigos relacionados com o trabalho à cabeça. Que lamentamos muito. Que nos deu uma branca. E que não faz sentido a menina dizer para eu ir levantar dinheiro no multibanco lá fora e depois voltar para pagar. Porque mesmo noutro sítio, eu continuaria a não saber do raio do código. E sim, eu uso bastante o cartão multibanco. Este episódio foi no sábado de manhã. Só consegui acertar com o imbecil do código à noitinha, depois de pensar nele a tarde toda e, mesmo assim, só após errar a primeira tentativa e com a minha amiga já a postos para me pagar a pizza. Ou seja, acabei por poupar e não comprar um trapo colante ao corpo que nem sequer precisava. E que de certeza que nem ia usar muito. Pronto!
Confesso que nunca liguei muito ao Starbucks. Devo ter frequentado umas quatro ou cinco vezes na minha vida. Não mais que isso. Ora, a semana que passou passei uma tarde inteirinha na Baixa/Chiado dedicada a mim e a mim e apenas a mim. Coisas de gajas: entrar em lojas, sair de lojas, ver livros, ver perfumes, ver gente diferente, passear, laurear pela Blanco, a Rulys, a Bertrand, a Intimissimi e por aí fora... Até que decidi fazer um pouco de tempo no Starbucks até à hora do jantar, que já estava marcado com alguém. Creio que pedi um Frapuccino ou coisa que o valha. Só sei que assim que me sentei no sofásinho, pousei o saco com as tralhas, atirei com a minha mala para o sofá do lado e comecei a beber... ficava ali horas e horas... a ler um livro, a descansar, a pensar na vida, a dormir... À minha volta encontravam-se jovens estrangeiros, jovens sozinhos a ler ou com o computador, jovens a namorar, jovens não tão jovens mas igualmente bem dispostos... e de repente pareceu-me o local mais acolhedor e simpático do mundo, creio que o facto de estar um pouco cansada também ajudou. Fosse permitido, e eu tirava ali uma soneca que não ficava a dever nada a ninguém...